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Principais causas de afastamentos no Brasil

6 de setembro de 2021

Doenças osteomusculares ainda dominam a lista, mas avanço dos transtornos mentais preocupa os especialistas.

Os dados mais recentes do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) indicam quais foram as principais doenças que afetaram os trabalhadores em 2020, responsáveis pelos afastamentos e concessões de auxílios-doença registrados no ano. Das 20 maiores causas, 14 são distúrbios osteomusculares – como dores nas costas, articulações, tendões e músculos, além de fraturas e traumas. Entre os 459,5 mil beneficiários, 332,7 mil (72%) foram afastados por esses motivos.

O destaque negativo, porém, é a concessão de auxílios-doença e de aposentadorias por invalidez causadas por transtornos mentais, que bateram recordes em 2020. As doenças psicológicas, como depressão e ansiedade, ocuparam 5 dos 20 motivos citados para requisição dos benefícios junto ao INSS. Com relação aos afastamentos, a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho indica que 576,6 mil foram casos causados por essas questões – alta de 26% em relação a 2019.

É difícil estabelecer uma relação direta entre pandemia e aumento dos casos de afastamentos por transtornos mentais, mas os números sugerem que isso precisa ser estudado mais a fundo. “O trabalhador está hiperconectado, as jornadas se tornaram exaustivas. O trabalho foi para dentro de casa. Nem as empresas nem a legislação trabalhista se prepararam para as mudanças na área tecnológica que já vinham acontecendo e se aceleraram com a pandemia”, explica Eliana Saad Castelo Branco, advogada da área Trabalhista em entrevista para O Globo.

Confira o ranking das 20 enfermidades ocupacionais mais comuns nos peidos de auxílio-doença em 2020:

Leia também: Principais doenças ocupacionais na construção civil | Quais as doenças mais comuns no mundo corporativo

Cuidados com as principais doenças ocupacionais

De acordo com a Lei nº 8.213/1991, as doenças ocupacionais são equiparadas a acidentes do trabalho e se dividem em duas categorias:

  1. Doença profissional: é aquela produzida ou desencadeada pelo exercício do trabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaborada pelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social.
  2. Doença do trabalho: aquela que é adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, constante da relação mencionada no inciso I.

Prevenir a ocorrência desses incidentes é obrigação das empresas, com a criação de programas de Segurança e Saúde do Trabalho adequados para prevenção dos riscos presentes no ambiente laboral. Já temos um post em nosso blog falando sobre como prevenir as principais doenças ocupacionais – como lesão por esforço repetitivo (LER), transtornos mentais, transtornos auditivos e dores nas costas e nos músculos –, então vamos falar apenas sobre algumas que não foram detalhadas anteriormente:

1. Asma ocupacional

Caracterizada pela obstrução das vias respiratórias, ocorre quando o trabalhador inala agentes alergênicos de substâncias como linho, madeira, algodão, entre outras. A prevenção envolve a diminuição da emissão dessas partículas no local de trabalho e a correta disponibilização dos equipamentos de proteção individual (EPIs). O tratamento exige que o trabalhador seja afastado, evitando que ele não entre em contato os agentes responsáveis pela alergia.

2. Dermatose ocupacional

A exposição do trabalhador a substâncias como graxa e óleo mecânico, por exemplo, pode gerar alterações na pele e mucosas – que vão desde dermatites de contato e ulcerações a infecções e cânceres. A prevenção envolve a disponibilização de EPIs adequados e o tratamento exige que o empregado seja afastado de suas funções habituais para não ter contato com os agentes de risco.

3. Doenças da visão

Os olhos são uma das partes mais vulneráveis do nosso corpo e estão expostos a agentes físicos, químicos, biológicos e mecânicos. As doenças da visão costumam afetar trabalhadores que exercem suas atividades no período da noite – como vigias, médicos, enfermeiros e operadores de serviços 24 horas, mais propensos a uma desregulação hormonal – e aqueles que ficam muito tempo em frente a telas.

Entre os problemas mais comuns estão conjuntivite, dificuldade para ler e enxergar, visão embaçada, dores de cabeça e, em casos mais graves, cegueira. A prevenção ocorre com a realização dos exames periódicos e a implementação de programas que incluam a vigilância à saúde do trabalhador nos ambientes em que eles executam as tarefas.

4. Varizes

Apesar de não serem uma doença ocupacional, as varizes exigem atenção redobrada por serem manifestações clínicas de doenças venais crônicas. Elas surgem quando as veias, em especial dos membros inferiores do corpo, dilatam e não há pressão suficiente para bombear o sangue. Podem gerar dor e desconforto para os trabalhadores, com a possibilidade de evoluir para algo mais grave – como a trombose. A prevenção pode ser feita com a ginástica laboral e com o incentivo à prática de atividades físicas.

Leia também: Doenças ocupacionais podem ser causadas pelo uso contínuo de computadores

E se você deseja informações detalhadas sobre as praticamente todas as doenças ocupacionais existentes, consulte o Manual de procedimentos para os serviços de saúde, disponibilizado pelo Ministério da Saúde do Brasil e pela Organização Pan-Americana da Saúde/Brasil.

Experiência em SST

Para que a prevenção de doenças ocupacionais seja feita com qualidade, não adianta apenas observar a legislação: é preciso contar com o apoio de quem entende do assunto. A Ocupacional possui mais de 30 anos no mercado de Segurança e Saúde do Trabalho e está pronta para analisar sua empresa e oferecer as melhores soluções na área de SST. Solicite uma proposta e veja como podemos te ajudar!

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