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Transtornos mentais são 3ª maior causa de afastamento do trabalho

Transtornos mentais são 3ª maior causa de afastamento do trabalho

19 de novembro de 2017

Pressão constante para atender às demandas, formas de comunicação instantâneas que aumentam a velocidade do trabalho e altos níveis de competição. Vida pessoal cada vez mais mesclada à profissional. Dores de cabeça constantes, mudanças de humor, ansiedade, apatia, desesperança, solidão. Um cenário apontado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como a principal causa do aumento dos afastamentos por transtornos mentais em todo o mundo.

No relatório Adoecimento mental e trabalho: a concessão de benefícios por incapacidade relacionados a transtornos mentais entre 2012 a 2016, publicado em abril de 2017, o Ministério da Saúde coloca essas enfermidades como a 3ª maior causa de afastamento do trabalho no país. Cerca de 9% dos auxílios-doença e aposentadorias por invalidez são gerados por transtornos mentais e comportamentais, perdendo apenas para lesões/envenenamentos (31%) e doenças do sistema osteomuscular (19%).

Além disso, o estudo também mostrou que a depressão é a principal causa de pagamento de auxílio-doença não ligado a acidentes, com 31% dos casos. Os transtornos de ansiedade vêm logo em seguida, com 18%. Outro dado que preocupa é o de auxílios pagos relacionados ao trabalho. As reações ao estresse grave, transtornos de adaptação e episódios depressivos causaram 79% dos afastamentos no período de 2012 a 2016.

Riscos à saúde mental

Na Europa, o problema é ainda maior. A OIT coloca o estresse na 2ª posição entre os problemas de saúde mais comuns relacionados ao trabalho. São cerca de 40 milhões de pessoas afetadas. Segundo a Organização, entre 50% e 60% dos dias de trabalho perdidos estariam ligados a esta condição.

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho observou algumas características que contribuem para o aumento das doenças psicossociais:

  • Cargas de trabalho excessivas;
  • Exigências contraditórias e falta de clareza na definição das funções;
  • Falta de participação na tomada de decisões que afetam o trabalhador;
  • Falta de controle na forma como se executa o trabalho;
  • Má gestão de mudanças organizacionais;
  • Insegurança laboral;
  • Falta de apoio por parte de chefia e colegas;
  • Assédio psicológico ou sexual.

Ou seja, os trabalhadores sofrem quando as exigências de seu trabalho são excessivas e superam a sua capacidade de executar as tarefas. Deixa de ser estimulante e se torna uma impossibilidade, podendo até mesmo se transformar em graves problemas de saúde física, como doenças cardiovasculares. A empresa também sai perdendo, por diminuir a produtividade, aumentar o absenteísmo e as taxas de acidentes e lesões.

Por isso é tão importante se preocupar e investir no bem-estar do empregado. O coordenador de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Quirino Cordeiro, afirma que esses números “mostram a importância da saúde mental no ambiente de trabalho. E como esse local pode, se não for um ambiente bem organizado e que leve em consideração a saúde do trabalhador, ser danoso para o funcionário. Daí a importância de trabalhadores, empresas e a sociedade como um todo, atentar para essa situação”, conclui.

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